Livros para ler no ônibus

Aos 12 anos ler era a única coisa que fazia. Ia à escola lendo, passava o recreio lendo, voltava à casa lendo e, do mesmo modo, passava o resto do dia. Lendo. E isso aconteceu por anos, até que entrei na faculdade e cada minuto livre que aparece deve ser dedicado aos estudos. Então, o único momento que restou para ler foram os minutos dentro do ônibus/metro.

Sendo assim, separei 5 clássicos da literatura que podem ser lidos em até duas horas!

  1. O Alienista,  de Machado de Assis.

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 As crônicas de Itaguaí, contam que viveu ali em tempos remotos um certo médico o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza do lugar e o maior dos médicos do Brasil, Portugal e Espanha. Com o fim de estudar a loucura, ele trancafia no asilo que construíra e dera o nome de Casa Verde, um quinto da população da vila. Para ele o normal seria algo homogêneo repetido ao infinito, qualquer pessoa com um gesto ou pensamento que fugisse a rotina era objeto de seus estudos. A população aterrorizada se revolta, e aí outros tantos passam a morar no asilo. Mas, Simão Bacamarte tão atento às estatísticas, lembra que a norma está sempre com a maioria, e que é esta afinal quem tem razão. Refaz a teoria, solta os recolhidos e sai ao encalço daqueles poucos que, possuíam coerência moral. Em pouco tempo ele cura a todos, ninguém mais possuía nobres sentimos morais. Só um. Ele o próprio alienista era o único digno de ser trancafiado na Casa.

2. O Curioso Caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald

F_SCOTT_FITZGERALD_VOL_02_146030801210816SK1460308012BNascer, crescer, envelhecer e morrer são etapas de todo destino e só a ficção permite imaginar outros rumos. F. Scott Fitzgerald (1896-1940) fantasiou a inversão da seta do tempo em O curioso caso de Benjamin Button, a saga de um homem que nasce velho e morre bebê. O autor conquistou fama aos 23 anos com um romance sobre a ascensão de um jovem, como ele, impaciente para conquistar o mundo. Logo encontrou mais de um estímulo para assumir o papel de ícone de uma era, os anos 1920, louca, impulsiva e acelerada. Uma nota em seu diário diz: A felicidade depende do bom desempenho das funções naturais, exceto uma envelhecer. Sua morte, aos 44 anos, exemplifica o lema viva rápido, morra jovem, um modo até hoje eficaz de alcançar a imortalidade. O curioso caso de Benjamin Button, publicado em 1922, combina fantasia e realismo para anunciar a busca por rejuvenescimento que convertemos em obsessão. Não falta, porém, melancolia a esta fábula que inverte a cronologia para concluir que no fim das contas tanto faz ganhar ou perder.

3. Bartebly, o escrituário, de Herman Melville

BARTLEBYN_O_ESCRITURARIO_1296077724BDo mesmo autor de Moby Dick, é constantemente comparado a O Processo, de Kafka, por conta de seu personagem principal: um escrivão que é esmagado pelo cotidiano no escritório. De tanto fazer a mesma coisa, copiar textos jurídicos horas e horas por dia, Baterbly vai se tornando repetitivo. Rejeita qualquer nova função com a mesma frase – “Prefiro não fazer” – e, nesse processo de robotização, vai perdendo as cores humanas e se tornando alheio ao mundo. O posicionamento de Bartleby, e a curiosa reação de seu superior, que não o demite, desconcertam o leitor e o levam à reflexão. A história é narrada em primeira pessoa por seu último patrão, um advogado de idade avançada.

4. Senhora, de José de Alencar

SENHORA_1357758169BNarrativa dividida em quatro partes, a obra conta a história do casamento entre Aurélia, moça pobre e órfã que se acaba se tornando herdeira de grande fortuna, e Fernando Seixas, frequentador dos altos círculos da corte, mas incapaz de manter financeiramente sua vida luxuosa. Apaixonada por Seixas em seus dias de pobreza, Aurélia é trocada pelo amado por uma moça com um dote de trinta contos de réis. Em uma das reviravoltas do enredo, Aurélia acaba herdeira de grande fortuna, e atrai Seixas de volta para si, anonimamente, em troca de uma quantia três vezes maior. Na noite de núpcias, ela revela seu expediente e a partir de então, a relação dos dois se torna um jogo mordaz de intrigas, manobras sigilosas e diálogos ácidos e repletos de subentendidos.

5. Retratos Ingleses, de Charles Dickens

Em contos, Dickens mostra de forma honesta os costumes

dos homens ingleses.RETRATOS_INGLESES_14586563505786SK1458656350B

 

 

 

 

 

 

 

 

Que tal levar alguns livros como parceiros de viagem na próxima vez que pegar transporte coletivo? Caso tenha faltado algum que pense ser essencial, comente, sugestões literárias são sempre queridas!

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1 comentário Adicione o seu

  1. pedroaugustof disse:

    Caramba, fiquei numa pilha pra ler Bartleby, vou já atrás! Mas 5 livro são poucos, QUERO MAIS!!! xD

    Curtido por 1 pessoa

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