Estupro: mulheres, homens e suas responsabilidades

São aberrações, animais e nem doentes. É o que todo mundo diz por aí, para melhorar a situação. Pra tentar entender o que tá acontecendo. Mas não. Não é desqualificando de estar ciente de seus atos que vamos conseguir entender tudo isso.

São pessoas comuns, cheias de si. Que acham que por serem homens estão por cima da lei e banalizam as mulheres. São homens racionais, de família, com filhos. Sabem o que estão fazendo. São homens que zoam, que ‘tem aquela pra pegar’ e ‘aquela pra casar’.

Só estuprar não é o problema. O problema é sermos tratadas que nem objetos pelos homens, sermos inferiorizadas, sermos moeda de troca e assim não termos valor. Quando um homem abusa uma mulher, ele não quebra nenhuma lógico na sua visão, não é mesmo? O que estamos passando quando a sociedade ama o hit “você me fala que não, mas eu te provo que sim”. Não cara. Não é não. 

A cultura do estupro começa quando um homem pensa ‘ah, mas EU não estupro’. E daí ? Não estão fazendo mais do que o sensato. Mas quando chega a hora, faz alguma coisa? Ou não faz nada, acha normal e deixa o amigo encher o saco da mulher, que já disse não pra ele na balada mil vezes até arrancar um beijo.

Aonde começa a cultura de que somos objetos a ser conquistado pelo homem? E o mais importante, cadê esses homens que se dizem do bem, da hashtag #masEUnaoestupro? Estão fazendo alguma coisa para mudar essa situação ou só tirando o corpo fora?

E onde estão todas as mulheres no nosso dia a dia? Às vezes fico mal por saber que existem mulheres contra o feminismo. Por isso  acontecer ao meu redor, de  eu estar lutando pelas mulheres e estar convivendo com mulheres contra. Mas é só em momentos críticos que essas mulheres se dão conta da merda em que estamos submersas, só quando algo terrível explode dessa maneira. 

Nessa semana essas mulheres gritam indignadas. Sentimentos de dor, perda, tristeza. Semana que vem elas acham que feminismo é coisa de mulher com falta de namorado, extremista, que querem só cortar o pinto dos homens. Mulheres malucas. Radicais. Não.

Deixem o estereótipo errôneo para lá. Queremos manter a lei 12.845/13 que garante a vítima plenos atendimentos hospitalar, policial e psicológico. A lei que vai ser derrubada se a PL 6055/2013 do Bolsonaro, do Feliciano e da bancada evangélica for aceita.

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