Gravações de Fabiano Silveira: um esquema antigo

Deu no Fantástico. Então ‘deve ser verdade’. Mas, de acordo com a quantidade de chamadas telefônicas, conversas e papinho informal que tem acontecido por aí não é difícil de acreditar nesse ‘novo’ problema do governo Temer.

De novidade não tem nada. A cada passo que se dá para melhorar o futuro da política brasileira vem só se escavando a corrupção do passado. PT, PMDB, PSDB, PP. Corruptos. Mudanças feitas no primeiro dia de governo Temer agora fazem mais sentido.

O furo do Fantástico foi: Fabiano Silveira querendo acabar com a Lava-Jato. Tá. Nada de novo. Todos os políticos corruptos querem isso, etc. Agora, para contextualizar melhor: Fabiano é o mais novo ministro do Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle. E daí? Esse Ministério foi criado para ficar no lugar da Controladoria Geral da União (CGU). O Temer destruiu o segundo, criou um ministério no lugar e colocou o Fabiano Silveira tomando conta. Independente do que seja, ele serve para controlar o governo e a corrupção.

Os dois órgãos do governo fazem praticamente a mesma coisa. Então praticamente não mudou muita coisa, além do nome. Praticamente porque: os ministérios e seus ministros são funcionários do chefe Temer. A Controladoria Geral da União era um lugar à parte, onde os presidentes não podiam colocar o dedo nas informações, investigações e fazer o que ‘era melhor para o país’. Era um órgão autônomo. Então o grande problema é ver em horário nobre a pessoa que mais deveria ser íntegra na fiscalização, controle e combate à corrupção querer acabar com a Lava-Jato. E por ter esse cargo tão alto, que atribui poder, contatos e influências, ele pode, de fato, fazer algo.

É nesse momento que as mudanças de Temer fazem mais sentido. Por que acabar com a autonomia da Controladoria Geral da União? Por que nomear logo o Fabiano Silveira como ministro? E o que essas duas coisas tem a ver com a melhora do país?

A gravação da conversa em que Fabiano fala como ‘se safar’ Lava-Jato foi feita pelo delator (comumente conhecido pelas crianças como ‘o dedo-duro que não vai ficar de castigo‘) Sérgio Machado e também participou da conversa ninguém menos que o presidente do Senado, Renan Calheiros. Lembrando que Calheiros é o responsável por cuidar do impeachment de Dilma nesses momentos finais, para que o mesmo seja feito de maneira justa, honesta e sem segundas intenções.

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