JORNAL EMOCIONAL (PARTE 1)

 

JORNAL EMOCIONAL PARTE UM

Abriu o jornal e leu — apenas para conferir — se publicaram sem cortes…

Não vou tomar seu tempo. Nem me alongar pra discutir a relação. Enfim aprendi alguma coisa. E irei diretamente ao ponto: não estamos bem. Você sabe. Eu sei. Entretanto, a vida precisa seguir. Não adianta mais fazer de conta que tudo pode ser jogado pra debaixo do tapete. Tantos anos fariam nosso lindo persa — comprado à prestação — colar-se ao teto.

Resolvi escrever (nem é muito, mesmo após uma década contigo) e publicar no jornal que assinamos. Por que o jornal? Nossas agendas estão lotadas e não há mais tempo entre um compromisso e outro. Então, já que estamos tão ocupados, talvez você leia por aqui, pela manhã, numa pausa entre a bicicleta e a musculação.

O amor nos colocou no mesmo barco. E nossos descuidos, à deriva. Este é apenas um dos nós em nós. Somos independentes demais e, ao mesmo tempo, carentes. Queremos tudo. Não conseguimos mais nos contentar com o que é possível. Nossas fantasias e expectativas nos levaram para o Olimpo e nesse lugar, mortais não têm vez. Nem voz. Você não é meu Zeus. E eu não sou sua Juno. Talvez, por isso, tenhamos ainda alguma chance. Pequena. Eu sei. Você sabe. Desatemos os nós? Ou nós?

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1 comentário Adicione o seu

  1. Os amores expressos expressam a morte do amor sem pressa e sem preço!Brilhante conto!C9m lirismo e verve!

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