Netflix salva The Killing com uma boa terceira temporada

Depois de duas longas temporadas e muitas reviravoltas, ao final de sua segunda temporada tivemos a conclusão da primeira trama principal de The Killing. Muito elogiada no começo, é claro, principalmente por ser, desde o princípio, sombria, dramática e misteriosa, a série apresentou alguns altos e baixos que até o anúncio do cancelamento pela AMC fez algum sentido. Felizmente conseguindo fôlego até contar o final da história, a Netflix viu que o potencial de The Killing ainda poderia render boas histórias e, assim, se encarregou das terceira e quarta temporadas da série, apostando nos elementos que foram um diferencial da série, além do seu par de protagonistas, Meirelle Enos e Joel Kinnaman.

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(Foreground) Sarah Linden (Mireille Enos) and Stephen Holder (Joel Kinnaman) (Background) Bullet (Bex Taylor-Klaus) – The Killing – Season 3 – Gallery – Photo Credit: Frank Ockenfels 3/AMC

No terceiro ano da obra, a detetive Linden (Meirelle Enos) e o detetive Holder (Joel Kinnaman) se vêem obrigados a voltarem à ativa quando dezenas de garotas foram assassinadas misteriosamente. Com essa premissa, em dez episódios os dois personagens terão que seguir as pistas que surgem para conseguirem completar o quebra-cabeça e chegar ao assassino. O mistério continua no ar, assim como nos primeiros episódios da série, com uma fotografia bastante sombria e neutra, agora mesclando com a realidade das ruas de Seattle e a rebeldia dos jovens da cidade. Ao decorrer da temporada, outras tramas vão se inserindo e estabelecendo seu lugar, porém com pouco tempo de desenvolvimento, o que resulta em uma correria para amarrar as pontas soltas e conectar uma história na outra. Isso, entretanto, é um pouco ocultado pelo drama de The Killing, que é muito usado, principalmente se tratando da detetive Linden, que tem instinto e emoção à flor da pele. A personagem se entrega ao caso e, na maioria das vezes, acaba em situações difíceis e de partir o coração. A surpresa nesta terceira temporada foi o maior envolvimento de Holder na trama, que fez com que o arco todo não girasse tanto somente em volta da principal; o ator Joel Kinnaman também se entregou ao drama neste terceiro ano e mostra uma boa sincronia com Meirelle nesse sentido. O elenco de apoio também não faz feio. Na sua maioria composta por jovens atores, com destaque para a jovem Bex Taylor-Klaus (Scream), que interpreta a rebelde Bullet.

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Kallie Leeds (Cate Sproule), Twitch (Max Fowler), Lyric (Julia Sarah Stone) and Bullet (Bex Taylor-Klaus) – The Killing – Season 3 – Gallery – Photo Credit: Frank Ockenfels 3/AMC

Embora a trama principal tenha segurado as pontas até a ‘season finale’, o terceiro ano é bastante corrido em explicar as coisas. É como se fosse aquele filme suspense que tem a sua base, como qualquer outro, mas que quer conquistar o espectador com pistas falsas, reviravoltas chocantes e vidro-fumê para esconder o rosto do assassino. No final até consegue porque é isso que queremos, terminar um episódio e já querer assistir o seguinte e assim terminar a maratona. O diferencial aqui mesmo é o elenco, que faz justamente o que queremos assistir com uma pitada a mais de competência.

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