CONTO CURTO DE TERROR

 

Bernardo desceu os degraus da enorme escadaria de pedra. No ar úmido e frio da masmorra havia um forte odor adocicado de sangue. Nenhum outro cheiro o atraía com tamanha intensidade. Respirou fundo, desejando prolongar a sensação excitante, e sorriu: aquela noite não poderia ter sido mais perfeita. O corpo degolado da vítima ainda estava ali. Outra mulher carente e ingênua que se apaixonara por ele no papel de bom moço. Bernardo sentia o mesmo prazer duas vezes: ao ver aquelas mulheres — completamente seduzidas — perderem a cabeça. E, depois, ao arrancá-la de seus corpos.

 

(*) IMAGEM: “PIRÃMIDE DE CRÂNIOS”, PAUL CÉZANNE

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